Vistoria da obra de arte, na divisa entre os dois estados, apontou a necessidade de revisão de sua estrutura
Construída em 1974 sobre o Rio Grande, na fronteira dos estados de São Paulo e Minas Gerais, a Ponte de Volta Grande foi interditada totalmente pelo DER-MG devido à identificação de trincas em seus pilares no dia 5 de fevereiro. A estrutura, que liga o Triângulo Mineiro por meio da estrada MG-427 ao interior paulista pela SP-413, recebe cerca de 3 mil veículos por dia – de acordo com o DER -, muitos deles de carga, e passou no dia seguinte por uma inspeção conjunta dos Creas paulista e mineiro. Ao final da ação, os agentes fiscais destacaram que a interdição foi necessária para garantir a segurança dos usuários, explicaram os procedimentos da visitação e os próximos passos.
No comando da inspeção, Gilmar Carlos da Silva, tecnólogo em gestão da produção industrial e chefe da Unidade de Gestão de Inspetoria (UGI) do Crea-SP na região de Barretos e Franca, destacou a relevância da ação para verificar as condições da obra de arte que liga a cidade de Miguelópolis (SP) a Conceição das Alagoas (MG). “O trabalho conjunto realizado demonstrou a união de esforços dos Conselhos com o objetivo de apresentar documentação técnica e propostas futuras de soluções que visem resolver os problemas identificados”, explicou.




Erguida por ocasião da criação da barragem de uma hidrelétrica próxima, a ponte foi interditada pelo DER-MG, com comunicação ao órgão equivalente paulista, como revelou o engenheiro Altamir de Araújo Roso Filho, diretor de Atendimento e Acervo do Crea-MG. “O fechamento da obra está relacionado diretamente ao cisalhamento de dois pilares. Faremos uma análise inicial e, posteriormente, um estudo técnico mais detalhado para entender como aconteceu esse processo. Queremos que ele seja feito o mais rápido possível porque a ponte é importante para a região”, apontou.
A engenheira Patricia Quaglio Maziero, inspetora do Crea-SP em Monte Azul Paulista, fez a vistoria por meio de um barco com seus pares para analisar de perto a estrutura da ponte. “Vimos o cisalhamento dos pilares no vão principal da obra, que possui 540 metros de extensão em seu total, e observamos uma grande exposição da armadura. Por isso, a interdição foi muito adequada e oportuna”, argumentou.
Ela detalhou que o laudo será elaborado com todos os relatos dos fiscais envolvidos e encaminhado internamente ao Crea-SP, passando depois para o Conselho mineiro e as autoridades competentes. A partir da análise desse documento, serão definidos os próximos passos, incluindo estudos mais especializados e medidas para a resolução da questão, com a provável sugestão de manutenção preventiva para garantir a segurança e a durabilidade da estrutura.
Produzido pela CDI Comunicação
